Me lembro de que certa vez ouvi um
comentarista, do qual não me lembro, (acho que foi o Mauro Beting) dizer: “Não
dá pra se imaginar o futebol Holandês sem pontas”. Esse foi o esquema (4-3-3) que
o Gílson Kleina tentou implantar no Palmeiras. Um esquema ofensivo, porém
vulnerável. Com jogadas objetivas, porém previsíveis. Esse foi o primeiro tempo
do Palmeiras contra o XV de Piracicaba. Excesso de jogadas pelos flancos,
consequentemente, muitas bolas alçadas na área (que tornam-se ineficazes contra
uma equipe com três zagueiros), e jogadas facilmente marcadas e destruídas
pelos volantes da equipe adversária. A única coisa que o Vinícius faz é cortar
para o meio e bater. Se fosse um Robben ou um Ribery, tudo bem, mas é o Vinícius
(!), um simples mortal. Outra coisa de que me lembro, é que desde que acompanho
futebol sempre vi zagueiros improvisados ou laterais que são exímios marcadores
jogando pela seleção da Holanda. Obviamente, não podemos jogar assim quando
nossos laterais são Ayrton e Juninho.
No segundo tempo, o que parecia uma
substituição defensiva, mudou o panorama da partida. O Palmeiras passou a jogar
no 4-4-2 argentino, com três volantes (Denoni, Márcio Araújo e Wesley) e um
meia (Valdívia) que é chamado pelos hermanos
de “enganche”. Esse esquema, mais apropriado para equipes que contam com
laterais ofensivos (ou a gente não se lembra de Sorín, Zanetti, entre outros),
o que não quer dizer que nossos laterais fizeram uma boa partida. Mas é nítido
que a confiança deles aumentou no segundo tempo, arriscando mais jogadas e
tentando tabelas com nosso meio. Valdívia fez um partida de ruim pra péssima,
errando passes que um jogador da sua posição (e da sua qualidade) NÃO tem o
direito de errar.
Se me perguntarem qual esquema
prefiro para a Copa Libertadores, a resposta salta aos olhos. O 4-4-2 argentino
com Charles de primeiro-volante, Souza pela direita e Marcelo Oliveira, ou
Wesley se ele recuperar a confiança e passar a jogar mais para o time, com
Valdívia de “Enganche”. O 4-3-3 holandês serve mais para uma ocasião de
resultado negativo no segundo tempo, ou uma equipe mais fraca, como foi contra o
S. Bernardo no meio da semana passada. Mas depois de muito treino, entrosamento
e pegada, para tentarmos ser uma equipe que tenha cara de Libertadores.
PS.: Esse é meu primeiro texto como integrante do Blog. Não
se acanhem, comentem elogiando, xingando ou sugerindo, afinal esse espaço é
completamente seu, torcedor palmeirense. Ou melhor, nosso.
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