domingo, 3 de fevereiro de 2013

Palmeiras "Holandês" ou "Argentino"?


Me lembro de que certa vez ouvi um comentarista, do qual não me lembro, (acho que foi o Mauro Beting) dizer: “Não dá pra se imaginar o futebol Holandês sem pontas”. Esse foi o esquema (4-3-3) que o Gílson Kleina tentou implantar no Palmeiras. Um esquema ofensivo, porém vulnerável. Com jogadas objetivas, porém previsíveis. Esse foi o primeiro tempo do Palmeiras contra o XV de Piracicaba. Excesso de jogadas pelos flancos, consequentemente, muitas bolas alçadas na área (que tornam-se ineficazes contra uma equipe com três zagueiros), e jogadas facilmente marcadas e destruídas pelos volantes da equipe adversária. A única coisa que o Vinícius faz é cortar para o meio e bater. Se fosse um Robben ou um Ribery, tudo bem, mas é o Vinícius (!), um simples mortal. Outra coisa de que me lembro, é que desde que acompanho futebol sempre vi zagueiros improvisados ou laterais que são exímios marcadores jogando pela seleção da Holanda. Obviamente, não podemos jogar assim quando nossos laterais são Ayrton e Juninho.


No segundo tempo, o que parecia uma substituição defensiva, mudou o panorama da partida. O Palmeiras passou a jogar no 4-4-2 argentino, com três volantes (Denoni, Márcio Araújo e Wesley) e um meia (Valdívia) que é chamado pelos hermanos de “enganche”. Esse esquema, mais apropriado para equipes que contam com laterais ofensivos (ou a gente não se lembra de Sorín, Zanetti, entre outros), o que não quer dizer que nossos laterais fizeram uma boa partida. Mas é nítido que a confiança deles aumentou no segundo tempo, arriscando mais jogadas e tentando tabelas com nosso meio. Valdívia fez um partida de ruim pra péssima, errando passes que um jogador da sua posição (e da sua qualidade) NÃO tem o direito de errar.


Se me perguntarem qual esquema prefiro para a Copa Libertadores, a resposta salta aos olhos. O 4-4-2 argentino com Charles de primeiro-volante, Souza pela direita e Marcelo Oliveira, ou Wesley se ele recuperar a confiança e passar a jogar mais para o time, com Valdívia de “Enganche”. O 4-3-3 holandês serve mais para uma ocasião de resultado negativo no segundo tempo, ou uma equipe mais fraca, como foi contra o S. Bernardo no meio da semana passada. Mas depois de muito treino, entrosamento e pegada, para tentarmos ser uma equipe que tenha cara de Libertadores.



PS.: Esse é meu primeiro texto como integrante do Blog. Não se acanhem, comentem elogiando, xingando ou sugerindo, afinal esse espaço é completamente seu, torcedor palmeirense. Ou melhor, nosso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário